sábado, 17 de novembro de 2012

Último...

É sempre o último. O último porre, o último trago, o último café... E assim os vícios vão virando promessas. Estamos sempre em busca daquela sensação que sentimos pela primeira vez, então insistimos em mais 1, que virão 2, sem saber que o último é apenas uma ilusão. O último trago nunca é aquele programado, é um trago qualquer em um dia qualquer, o último café é um copo amanhecido na mesa e nem nos daremos conta de que de foi o último. 



domingo, 28 de outubro de 2012

Um dia de verão

O fato é que é precisar iniciar. Um novo começo, reconstrução de um passado ou manutenção do agora.
Mudanças são necessárias para que o inusitado tome forma. Permitir que novo caminho se trace, novas amizades adentrem e que elas sejam felizes. Dar aquela risada gostosa, sentir uma áurea milagrosa de um doce querer.
A única certeza que posso ter é de que tudo passa. Afasto-me do que me retém e foco. Deixo de lado coisas que possam pesar ao longo do caminho e vivo de coisas boas. Encaro os dias como se eles fossem mais um dia de verão. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Vão te levando embora

Tão poderoso quanto a morte é a saudade. É como se houvesse em mim, a partir de então, uma parte morta, inapta, abandonada a solidão e ao mesmo tempo furiosa. 
É uma saudade egoísta, uma dor inconsolável. 
Sem resistência, sem amparo, sem pedir licença, apenas vão te levando de mim.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Rascunho

Se digo o que penso e que tenho vontade é porque tenho medo de não poder dizer novamente.
Se deixo pessoas que amo com palavras boas, não ache que são em vão, se digo é com sinceridade.
Se digo que te amo, não jogue pela janela, pois não é algo que digo duas vezes.
Se quero, mudo. Se não me satisfaz, reviro pelo avesso. Apenas não vou viver por viver e muito menos dizer por dizer. 
Aprendi que na vida devemos amar e dizer que amamos. Amo incondicionalmente. E se é um erro viver, assim tão intensamente, me julguem, não sei viver de outra forma. Acho que assim vale a pena, por quem foi, por quem fica, simplesmente viver.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mudanças

Mudanças requer deixar coisas para trás, mas já tenho poucos objetos, poucas pessoas, poucas memórias.
A merda da saudade sempre sussurrando aos ouvidos, sempre a culpada, fazendo questão de frisar o quão distante você está das pessoas que você ama. Você que se sentia tão poderoso, percebe que é apenas um pedaço de merda, incapaz de controlá-la. Reconhece a fragilidade.
Mudanças deixam resíduos, mágoas. Não vejo felicidade em mudanças. Vejo acasos, casualidades, mas muito pouco provável destino. Uma evolução involuntária que você é obrigado a adaptar-se a essa merda de jogos de causas e efeitos que mudam tudo. Muda até você e quando você se dá conta, elas foram tão trágicas que você não pode fazer mais nada além de ir em busca de mudanças.


sábado, 11 de agosto de 2012

Algo maior

Pensei em caminhar, rever as lembranças, talvez apegar- a algo maior, talvez a Deus quem sabe. Mas logo percebo que a fé já desapareceu. Quem sabe ela nunca existiu e tudo ficou embrulhado em um passado, amarrado com um laço bem forte impossível de ser desatado. Vai ver seja melhor assim, do que viver a sua sombra, a sua espera.
Fiquei esperando você voltar com os olhos marejados de esperança, mas você não voltou e eu fiquei sentada esperando a tarde inteira. Seria bonito te ter aqui novamente, mesmo que fosse por um segundo de eternidade. Sei que isso não acontecerá, sei que já não posso mais ter fé, somente posso sonhar.

domingo, 29 de julho de 2012

Queria te ter pela sua totlidade, sem precisar te dividir ou compartilhar. Queria poder te retribuir a sua fidelidade, poder também te amar na incondicionalidade.
Queria que soubesse que se te tenho, tenho tudo que necessito e se me tens, tem tudo o que eu posso lhe oferecer.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

De mim ninguém deve saber nada além do que deixo transparecer, afinal ninguém é aquilo que aparenta, todos possuem segredos, personalidades inimagináveis, demônios dentro que são apenas seus, que os devora, mas que mesmo assim são seus.
Basta saber controlá-los e deixá-los consigo, quietos, adormecidos. Caso contrário, além de enfrentar seus demônios terá uma legião enfurecida ou uma reação contrária, mas que com toda certeza te julga, sem compreender quem de fato tu és.

domingo, 27 de maio de 2012

Esconde—se

Difícil mesmo é simplesmente viver. Viver sem arrependimentos amanhecisos, sem a culpa antecipada, sem as velhas desculpas esfarrapadas.
Acordar sem a culpa de não ter feito o que deveria ou ao menos o que a mente pedia. Pois ela lesa constantemente, culpando—a  por crimes não cometidos,  mas que atormentam a madruga, sussurrando aos ouvidos. Será isso consciência ou carga não pertencida?
E então, o que fazer?
Resta aguardar o dia em que tudo se mostre verdadeiramente calmo e sinceramente límpido. Encostar então a cabeça no travesseiro e enfim dormir em paz.
Sem arrependimentos amanhecidos, sem a culpa antecida. Apenas em paz.

sábado, 19 de maio de 2012

A ideia parecer ser bem simples. De um lado quem você é e do outro quem você quer ser.
Confuso? Prático? Simples?
As vezes isso se torna um redemoinho de dúvidas e incertezas, outras parece ser tão claro quanto um trovão em dia chuvoso. Como um caminho de mão única, em que só um destino. Um destino previamente conhecido, se não, no mínimo, menos ácido que esse atual. Nele não enxergo mais a multidão, até parece que todos deram espaço para o que realmente, de fato, interesse, eu mesma. Porque é isso que as vezes não fica claro. Eu, meu caminho, minha trajetória. E onde eu quero chegar? O que eu quero ser? E isso só depende de mim.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Castelinho de Areia

Vai ver meu castelinho de areia dourado, com fadas encantadas, duendes verdes e personagens animados exista.
Vai ver que tudo que parece sonho seja realidade, mais próximo que um simples despertar.
E se meu castelinho de areia for indestrutível? Dele vejo todos os personagens do reino encantado, brincando de ser feliz. Nele parece que o céu brilha mais forte, não há tristezas ou arrependimentos.
Mas sempre vem a maré e leva tudo com ela, deixando apenas as marcas da presença do meu indestrutível castelinho de areia.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Finais Felizes

Jogue os dados, faço um plano, escreva-os em um papel de pão e guarde-o com carinho.
Assuma todos os riscos, seja autêntico, convicto e principalmente corajoso.
Caia, levante-se. Chute o ar, cante deseperamente e sorria.
Seja feliz nem que seja por um instante. Dê sua melhor risada, faça um novo amigo, dê um conselho e haja com imensa sinceridade.
E se depois tudo isso tu não ser uma pessoa melhor, maior, inimaginável, mas principalmente, satisfeito consigo mesmo, refaça todos os passos.
É possível chegar em um final feliz apenas querendo que ele seja feliz.

sábado, 28 de abril de 2012

Distante

Tô me procurando mais do que por outro alguém. Tô tentando me encontrar nesse vazio sem ninguém. Tentando me encontrar com velhos amigos, rever velhos amores, mas a tua ausência me retém.
Estou presa em ti, presa ao teus afagos. Presa a sua chega que não chega. Presa a essa distância que me mata.
Tô tentando enganar a mim mesma dizendo que vou te esquecer. Mal sabe esse coração burro que há coisas que não depende apenas de querer.
Tô tentando simplesmente viver. Claro que sem você é mais dificil, mas estou tentando, tentando.
Quem me dera um dia nunca quisesse te querer.

domingo, 8 de abril de 2012

Aceitação da Morte

Não é possível esquecer a morte de algum ente querido. É díficil também não derramar algumas lágrimas. Mas derepente você se dá conta que deveria era comemorar. Não comemoração com fogos de articios, bolos de aniversário. Mas uma comemoração de quem aceita e entende a vida. Que os anos vividos foram os mais prósperos possíveis e que quem vai, vai porque chegou a hora, vai porque viveu e amou tudo que lhe foi possível e a sua missão passa a não ser outra além de festejat e desejar que se vá em paz.
Reflito demasidamente sobre a vida. Daí talvez saia as maiores neuras psico irreais e imaginárias da minha cabeça.
Talvez daí é que saia uma vontade imensa de ser maior do que sou.
Buscar o além não faz mal até o momento em que ele te aprisiona e você começa a acreditar que não é mais capaz.
Gosto de imaginar a vida com uma roupagem diferente. Talvez outra cidade, outras pessoas, outros dialógos, onde não exista certo ou errado. Cada qual é o que simplesmente deseja ser, sem julgamentos ou palpites. Me pergunto se seria possível viver assim. Pelo menos no meu imigário sim e o mais legal dele é que ninguém pode controlá-lo, porque somente eu possuo as chaves.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Felicidade

Felicidade é uma explicação inexplicável.
É um fim de tarde com o céu alaranjado.
Amanhecer com o seu abraço.
Viver com seu melhor sorriso.
Colocar o seu melhor casaco.
Ir à festa com seu melhor amigo.

Felicidade  é amar, amar, amar.
Um amor sem consequências, sem eira, nem beira.
É família. É um Domingo de Sol.
Felicidade é essa coisa estranha que nos deixa excitado sem razão.
É amanhecer dia após dia crendo que você pode ser mais, maior, melhor.

Felicidade é aprender que o melhor da vida é viver.
Que não teremos outra chance de dizer o quanto amamos,
o quanto somos jovens (e isso nada tem a ver com idade).
Felicidade é só momento, que pode ser de um segundo ou de uma vida inteira,
isso dependerá de como você irá encará-la.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Reciprocidade

Se não me importasse com você não te colocaria em meu lugar. Nem partilharia os melhores momentos. Não te ouviria, mesmo cansada, com tanta paciência e dedicação. Não correria riscos. E nem te diria Eu te amo. Se não me importasse com você, não sofreria com a distância. Não te amaria com tanto fervor. Não te esperaria de madrugada mesmo quando não quer a minha companhia. As vezes queria não me importar. As vezes queria simplesmente não te amar. Te ignorar talvez. Coração burro que um dia aprende, que não se deve amar aquele que não entende a reciprocidade.

domingo, 18 de março de 2012

Siga em frente

O sonho não se perdeu diante de um instante e a vida ainda tem graça, mesmo que nada tenha acontecido como planejado, ainda tem sua cor.
Toda vez que erro cresço ainda mais forte. Me sustento com as raízes presas no chão, em busca do que acho certo, de acordo com uma onda de positividade que garante as boas vibrações.
Tudo vale a pena.
Sempre vale a pena, basta olhar para o lado e ver a cor das coisas.
Por mais cinza que elas pareçam, tudo vai colorindo de acordo com o seu olhar.

domingo, 4 de março de 2012

O Mundo Moderno

Múltiplas atividades, funções diversas. Você é mais que único, são vários em um corpo cansado. E ainda exigem que vocé seja inteligente, multifacetado, compromissado, antenado, motivado, alegre, e milhares de outras coisas, para simplesmente ser útil, para que seja aproveitado pela indústria que lhe dará uma contribuição barata. Você, pobre escravo do sistema imposto, aceita meio cabisbaixo, se submete, se compila e se adapta.
Cansaço aqui não tem vez, caso você não queira ser descartado.
E o sonho de muitos, é dormir 12horas, viajar para exterior, ter um automóvel ou simplesmente ter comida para colocar na mesa no dia seguinte.
Aqui, as pessoas matam por muito, matam por nada. Cada dia é uma batalha, cada dia é de se matar um leão e sobreviver ferozmente para encarar o dia seguinte.

Crescer

Esqueceram de te dizer diversas coisas durante a transição de ser pequeno e crescer.
Esqueceram de te dizer o tão doloroso é o caminho e a paciência necessária para lidar com ele.
Esqueceram de te dizer que você pode ser e fazer qualquer coisa, menos voar, que aí o tombo é doloroso demais e você pode não suportar.
Para alguns esqueceram de ensinar o dom de amar, a outros o de perdoar.
Há aqueles que não sabem ser felizeses, por mais que se esforcem.
Creio que para cada um de nós há coisas que não foram ensinadas e que é mais doloroso aprender sozinho, infelizmente.
O importante é aprender. Aprender a errar, mas repeti-los.
Creio que isso seja crescer, não sei.
Nunca me ensinaram como seria.

Caminhos do amor

A menina caminhou, caminhou a procura de algo que não podia ser visto e nem pálpavel. Como ela poderia encontrar o amor se mal o conhecia? Se não estava presente em sua rotina, se não lhe dizia coisa alguma? Mas a falta que ele lhe fazia, mesmo sem lhe conhecer. Mesmo sendo a falta do que não possui. Foi em busca do imensurável e nem imaginava como seria, apenas foi. Um dia, um momento, um amor. Enfiz a menina descobriu. O amor que se foi e que talvez um dia volte, talvez. Talvez agora ela já não faça mais tanta questão. Vai ver se esse dia chegar, se o amor voltar... Vai ver que simplesmente passou.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O tempo contra o tempo

Queria ter mais tempo para arrumar mais tempo. Agregar novas atividades, ler mais livros, ver mais filmes, conhecer mais lugares, fazer novos amigos.
Queria ter mais tempo para congelar o tempo. Dizer: peraí, tu tá indo rápido demais, apenas quero curtir o tempo.
Queria que o tempo fosse atemporal. Que ele caminhasse a passos curtos, que sorrisse de vez em quando e dissesse: ok, agora você pode ir, vá com calma.
Queria ter mais tempo para não reclamar da vida. E as vezes queria apenas parar de querer mais tudo, inclusive mais tempo.
Cheguei a conclusão com o tempo que tudo é apenas uma questão de organização, o resto é bobagem. Inclusive o tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O útil vira inútil e vice-versa

Quando a inutilidade vira útil e a utilidade vira inútil.
Quais acasos, casos ou atalhos levaram a isso? Será apenas coincidência ou afirmação absoluta inquestionável? Será que houve mudanças ou apenas os outros que mudaram?
O que é útil hoje pode vir a ser mera inutilidade amanhã. E o inútil, útil.
A mudança de prefixo parece ser simples. Mas e quando se trata de pessoas? Será tratado com a mesma simplicidade?
Talvez as coisas simplesmente mudam. Mas, há uma série de fatos dentro desse caminho que permeia da inutilidade a utilidade. Devemos considerá-los ou ignorá-los, simplismente, sei lá.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pluralidade

Eu e essa necessidade de viver na pluralidade, do instante impálpel.
De certeza absoluta nada tenho, a não ser que o corpo físico que me compõe e aos mortais, definhará em substâncias orgnânicas ineutilizáveis.
Creio que toda certeza absoluta é ignorância intolerável, tudo é mutável demais para permacer vivo as verdades absolutas.
Prefiro, as vezes, viver no anonimato e definhar em paz, sem almas clamando a volta. Outras vezes, prefiro o conhecimento rápido e imediato, coisa de vaidade.
Mas, nenhum dos dois detenho, vivo exatamente no centro desse dilema, decidindo calmamente que caminho trilhar. Colhendo ideias, pensamentos de mais sábios, de singulares.
Até lá, vou vivendo essa tal pluralidade chamada vida, até o dia que finalmente serei singular, no seu aspecto mais singelo, o da eternidade.

No escuro

No escuro vejo quem de fato sou, sem faces refletidas, sem olhares discriminadores.
Sou apenas a essência de mim própria, sem a realidade a me julgar o que deveria ser.
Faço as coisas que desejo, falo sozinha com as paredes, estáticas e compreensivas, viajo para os melhores lugares, os mais fantásticos.
No escuro me sinto completa. Que todo dia fosse noite, o brilho das estrelas assim me fariam mais forte e não teria mais medo da claridade.

Mirror

Distinção entre fantasia e realidade. Até que ponto posso criar um mundo com chaves e segredos?
Não necessariamente uma fuga, mas sim um escape da realidade.
Qual a graça de viver todos os dias os mesmos dias, com as mesmas cores?

Recordações congeladas

Vídeos familiares, recordações pessoais são todos mentiras. Congelam os momentos felizes, captam aquele melhor sorriso, do melhor ângulo, como se tudo o que você pensa, acredita se apagasse naquele instante.
Da mesma forma são as fotografias. Uma mentira, uma farsa mal comentada, para que você sempre sofra por aquilo que aconteceu de bom, esquecendo as coisas de ruins que estão por trás.
A não ser as fotos espontâneas, essas sim podem representar uma película da relidade e as fotos de paisagens, sempre imutavéis, ao contrário, tudo é uma mentira congelada.

Saudades

A eternidade dos instantes, duradouros e atemporais diante da lembrança, consumado através da saudade.
A bendita da saudade que deixa o presente e leva fatos soltos, os quais custamos perder. Alguns representam uma vida, outros escapam vagarosamente com o tempo.
O bendito tempo, que nos dá as melhores experiências e as leva de volta.