segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Simplesmente idiota

Preciso do amar. Preciso dele como uma droga, um virus que consome as partes, a bactéria sem remédio, imune aos adventos do amar. E então, fico impotente, passo despercebida como uma espécie de morte social, uma vaga sombra no meio da multidão. Incomunicável.
Preciso tanto que me rendo. Ignoro o sol que bate na janela, a lua que brilha no céu. E tudo ao redor vira patético, insuportável porque não é você, não tem a sua forma ou até mesmo o seu cheiro.
Não tem o seu doce, a sua mão macia e a sua capacidade de me fazer sentir tão só. Se não me machuca não é você. Essa ambiguidade necessária, temporária, logo irá embora, eu sei que irá.

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