domingo, 20 de janeiro de 2013

Um problema, duas soluções

Há duas soluções para o mesmo problema. Enxergar tudo de fora, imparcialmente e sofrer com isso ou encarar aquilo de frente, de peito aberto, enfrentando todas as consequências.
Óbvio que o mais certo é também o mais difícil. É difícil até mesmo de dizer a si mesmo que as coisas estão realmente ruins, que devemos sair dessa inércia e tomar uma atitude. Mas, o fazer com o que nos deixa preso ao chão?!
Acho que esse tipo de reflexão deveria ser feita diariamente, antes de dormir, ao acordar, não importa. Só tentar melhorar, de fato, sem mentir a si mesmo, fingindo que está tudo bem, porque não está. E mudar, mesmo que as consequências sejam doloridas demais e abram feridas, um dia elas se curam.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Simplesmente idiota

Preciso do amar. Preciso dele como uma droga, um virus que consome as partes, a bactéria sem remédio, imune aos adventos do amar. E então, fico impotente, passo despercebida como uma espécie de morte social, uma vaga sombra no meio da multidão. Incomunicável.
Preciso tanto que me rendo. Ignoro o sol que bate na janela, a lua que brilha no céu. E tudo ao redor vira patético, insuportável porque não é você, não tem a sua forma ou até mesmo o seu cheiro.
Não tem o seu doce, a sua mão macia e a sua capacidade de me fazer sentir tão só. Se não me machuca não é você. Essa ambiguidade necessária, temporária, logo irá embora, eu sei que irá.