sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O tempo contra o tempo

Queria ter mais tempo para arrumar mais tempo. Agregar novas atividades, ler mais livros, ver mais filmes, conhecer mais lugares, fazer novos amigos.
Queria ter mais tempo para congelar o tempo. Dizer: peraí, tu tá indo rápido demais, apenas quero curtir o tempo.
Queria que o tempo fosse atemporal. Que ele caminhasse a passos curtos, que sorrisse de vez em quando e dissesse: ok, agora você pode ir, vá com calma.
Queria ter mais tempo para não reclamar da vida. E as vezes queria apenas parar de querer mais tudo, inclusive mais tempo.
Cheguei a conclusão com o tempo que tudo é apenas uma questão de organização, o resto é bobagem. Inclusive o tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O útil vira inútil e vice-versa

Quando a inutilidade vira útil e a utilidade vira inútil.
Quais acasos, casos ou atalhos levaram a isso? Será apenas coincidência ou afirmação absoluta inquestionável? Será que houve mudanças ou apenas os outros que mudaram?
O que é útil hoje pode vir a ser mera inutilidade amanhã. E o inútil, útil.
A mudança de prefixo parece ser simples. Mas e quando se trata de pessoas? Será tratado com a mesma simplicidade?
Talvez as coisas simplesmente mudam. Mas, há uma série de fatos dentro desse caminho que permeia da inutilidade a utilidade. Devemos considerá-los ou ignorá-los, simplismente, sei lá.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pluralidade

Eu e essa necessidade de viver na pluralidade, do instante impálpel.
De certeza absoluta nada tenho, a não ser que o corpo físico que me compõe e aos mortais, definhará em substâncias orgnânicas ineutilizáveis.
Creio que toda certeza absoluta é ignorância intolerável, tudo é mutável demais para permacer vivo as verdades absolutas.
Prefiro, as vezes, viver no anonimato e definhar em paz, sem almas clamando a volta. Outras vezes, prefiro o conhecimento rápido e imediato, coisa de vaidade.
Mas, nenhum dos dois detenho, vivo exatamente no centro desse dilema, decidindo calmamente que caminho trilhar. Colhendo ideias, pensamentos de mais sábios, de singulares.
Até lá, vou vivendo essa tal pluralidade chamada vida, até o dia que finalmente serei singular, no seu aspecto mais singelo, o da eternidade.

No escuro

No escuro vejo quem de fato sou, sem faces refletidas, sem olhares discriminadores.
Sou apenas a essência de mim própria, sem a realidade a me julgar o que deveria ser.
Faço as coisas que desejo, falo sozinha com as paredes, estáticas e compreensivas, viajo para os melhores lugares, os mais fantásticos.
No escuro me sinto completa. Que todo dia fosse noite, o brilho das estrelas assim me fariam mais forte e não teria mais medo da claridade.

Mirror

Distinção entre fantasia e realidade. Até que ponto posso criar um mundo com chaves e segredos?
Não necessariamente uma fuga, mas sim um escape da realidade.
Qual a graça de viver todos os dias os mesmos dias, com as mesmas cores?

Recordações congeladas

Vídeos familiares, recordações pessoais são todos mentiras. Congelam os momentos felizes, captam aquele melhor sorriso, do melhor ângulo, como se tudo o que você pensa, acredita se apagasse naquele instante.
Da mesma forma são as fotografias. Uma mentira, uma farsa mal comentada, para que você sempre sofra por aquilo que aconteceu de bom, esquecendo as coisas de ruins que estão por trás.
A não ser as fotos espontâneas, essas sim podem representar uma película da relidade e as fotos de paisagens, sempre imutavéis, ao contrário, tudo é uma mentira congelada.

Saudades

A eternidade dos instantes, duradouros e atemporais diante da lembrança, consumado através da saudade.
A bendita da saudade que deixa o presente e leva fatos soltos, os quais custamos perder. Alguns representam uma vida, outros escapam vagarosamente com o tempo.
O bendito tempo, que nos dá as melhores experiências e as leva de volta.