sábado, 28 de abril de 2012

Distante

Tô me procurando mais do que por outro alguém. Tô tentando me encontrar nesse vazio sem ninguém. Tentando me encontrar com velhos amigos, rever velhos amores, mas a tua ausência me retém.
Estou presa em ti, presa ao teus afagos. Presa a sua chega que não chega. Presa a essa distância que me mata.
Tô tentando enganar a mim mesma dizendo que vou te esquecer. Mal sabe esse coração burro que há coisas que não depende apenas de querer.
Tô tentando simplesmente viver. Claro que sem você é mais dificil, mas estou tentando, tentando.
Quem me dera um dia nunca quisesse te querer.

domingo, 8 de abril de 2012

Aceitação da Morte

Não é possível esquecer a morte de algum ente querido. É díficil também não derramar algumas lágrimas. Mas derepente você se dá conta que deveria era comemorar. Não comemoração com fogos de articios, bolos de aniversário. Mas uma comemoração de quem aceita e entende a vida. Que os anos vividos foram os mais prósperos possíveis e que quem vai, vai porque chegou a hora, vai porque viveu e amou tudo que lhe foi possível e a sua missão passa a não ser outra além de festejat e desejar que se vá em paz.
Reflito demasidamente sobre a vida. Daí talvez saia as maiores neuras psico irreais e imaginárias da minha cabeça.
Talvez daí é que saia uma vontade imensa de ser maior do que sou.
Buscar o além não faz mal até o momento em que ele te aprisiona e você começa a acreditar que não é mais capaz.
Gosto de imaginar a vida com uma roupagem diferente. Talvez outra cidade, outras pessoas, outros dialógos, onde não exista certo ou errado. Cada qual é o que simplesmente deseja ser, sem julgamentos ou palpites. Me pergunto se seria possível viver assim. Pelo menos no meu imigário sim e o mais legal dele é que ninguém pode controlá-lo, porque somente eu possuo as chaves.