sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fim

Esses medos primários que me assustam no meio da noite e me deixam soluçando até a manhã seguinte.
Tal óbvios e tão pouco aceitos.
Inevitáveis e dolorosos.
Deixar estar e adormecer no colo quente na cama agora vazia.
A morte não anuncia chegada, nos pega pelo braço de surpresa, nos leva dizendo ser um breve passeio.
Te ver ir é tão doloroso quanto permanecer diante sua ausência.
Até as flores do jardim sentem o mesmo. Até quem aqui não te viu sente a falta que faz.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Demasiadamente

Comigo só levo o essencial, algumas roupas e boas histórias para contar.
Passei muito tempo vivendo em função do muito. Querendo tudo e valorizando demais.
Aprendi que para viver em paz é preciso ter pouco. Porém, não pouco sinônimo de falta, mas sim, apenas o necessário.