domingo, 20 de novembro de 2011

um fim, Um começo

O começo foi fácil de aceitar. Uma série de gestos singelos, doçuras de palavras e formas concretas.
Te cantarolei ao ouvido palavras de amor, como alguém que diz não querer largar mão da emoção.
Nunca o subestimamos demais.
Não culpemos os aléns e aquéns. Fizemos o necessário, o que deveria ser feito.
Fomos amantes calorosos e fiéis, até o ponto sustentável.
Do contrário, podemos apenas dizer: foi bom enquanto durou.

sábado, 12 de novembro de 2011

Meninice

Até parece que perdemos a emoção. A chuva batendo na janela em um fim de tarde não fascina mais.
Não cantamos mais por cantar.
Andamos rápido demais e não manifestamos mais puramente sinceridade.
Para onde foram nossos heróis que não deixaram rastros? Para onde vou correr quando sentir medo do escuro?
Amadurecer não significa esquecer a magia. Se for assim, que o tempo volte e se congele.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dois

Não necessitamos de platéia. Não somos estrelas de cinema que precisam ser apreciados.
Nossos dramas são acometidos no silêncio de nossos confins. Fazendo-se intenso, melódico, dependendo do caso.
Escondemo-nos porque o nosso amor não tem porque. Não precisamos que todos saibam, que todos vejam. Se te tenho, tenho o que necessito. E se me tens, que seja suficiente, até que mude as necessidades.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Impossivel ter certeza

Se seu coração dispara inesperadamente.
Se você age diferente, te foge as palavras.
Se por acaso você sabe que está fazendo algo que te magoará, mas não consegue evitar.
Se você espera um telefone, um olá, um sorriso.
Então, não se preocupe.
Você precisará conhecer o errado para descobrir a pessoa certa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Me esconde e mesmo assim ainda te procuro com o mesmo sorriso amarelo e uma latejante esperança de mudança.
Te procuro como alguém que necessita de refúgio permanente, um abrigo confortante em meio a chuva tempestuosa.
Me iludo. Sei que nada irá mudar entre nós. Sei que ao amanhecer ainda estaremos vivendo no anônimato de dois amantes, livres do peso da culpa.
Sofrendo por não enxergar que a resposta está tão perto.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tempo

Vá com calma e logo perceberá que o tempo tem suas próprias razões para agir tão depressa.
Não tenha medo. Apenas vá.
O tempo se encarregará do melhor caminho, da melhor estrada, mesmo que você não compreenda.
Vá com calma.
O tempo tem razão para ser como é. Você logo entenderá.