terça-feira, 30 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Te faz seguir.

É a mistura nostalgica de um sonho. Uma loucura, uma tortura, uma fissura. Quero tudo e que de repente vira nada.
Nada quero e quando tudo quero é só andar a beira-mar, sentir a brisa bater e a liberdade.
Ah! Liberdade.
E sorrir como se isso fosse a felicidade, como quem encontrou seu lar e pode assim e somente assim viver em paz.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Boa-fé

A verdade é nua
Crua em sua severidade,
A face disfarçada
escancara a sua certeza.


Ri através dos meus lábios,
Por mais que não pareça
Já foram festas..

Tirei meus pés do chão,
Caminhei dois passos
e a verdade se veio até mim.
Deu-me um baque.
Cai, levantei-me e segui.

sábado, 16 de outubro de 2010

Umbigo

Teu umbigo te abriga, te obriga, te sufoca.
Teu umbigo te impossilita, faz-te crer que possibilita, mas na verdade apenas te limita.
Teu umbigo é o teu mundo, a sua realidade confundida,
a tua morada favorita.
Teu caos, tua vida, tua calmaria.
E isso me mata, me agoniza, me abusa.
Descontrolado,
uma Babel em fúria,
Perdido em seu próprio umbigo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nostalgia

         Que bom seria se os campos florescesse como antes. Tivessemos aqueles velhos sonhos juvenis. A velha certeza que tudo dará certo com o tempo e que apenas começamos.
        Termos as rédias desse monstro chamado tempo, que nos cria rugas, nos levam sonhos e nos deixam apenas lembranças.
       Bom seria empacotar tudo em uma caixa com uma simples etiqueta: valeu a pena. E continuar andando, porque há muito que nos espera.
       Mas, sempre fica aquela saudade, aquela vontade de voltar e refazer lentamente os melhores momentos de nossas vidas, como se tivesse um espacinho dentro de cada um de nós, com tais caixinhas, impulsionando a seguir em frente, em dias dificeis, em busca de mais momentos, que nos deixará a maldita da saudade.

Reflexo

A minha origem, quem sou, não mais importa. De que valeu ser tão valente, desbravar tantos obstáculos, se ao fim vejo o mesmo rosto enrugado com o tempo, desperdiçado com valores demasiados e sentimentos desnecessários, quando podia seguir despreocupadamente, passear pela vida como uma brincadeira errante, mas ao contrário, fiz tudo ao contrário, do que se reflete hoje em minha face esmurecida no espelho.